Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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mais uns cromos para a caderneta

A menos de 48 horas da entrega (e apresentação) de um trabalho para uma cadeira, uma aluna envia-me um mail a pedir que lhe indique os “temas” que tem de tratar. Note-se que os colegas, que começaram em Novembro, tiveram de fazer pesquisas e apresentar propostas relativamente ao que iriam fazer. A mocinha em causa, que não vem às aulas porque trabalha, ainda na semana passada se cruzou comigo e nada disse.

Uma outra criatura, que não é meu aluno, mas se fosse também não mudaria nada, insiste em perguntar se a classificação final de 9 valores que obteve numa dada cadeira significa, ou não, aprovação na mesma. É que, na sua “humilde” opinião, 9 é positivo.

E pronto… creio que não há mais nada que se possa acrescentar.


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ele há com cada uma

Recebi um e-mail de alguém que desconheço por completo, e que está a fazer Mestrado numa instituição do ensino superior da nossa praça, com um pedido especial. Como vai trabalhar num tema sobre o qual existe “muita informação na Internet”, e numa pesquisa encontrou o meu nome ligado à área, quer que eu lhe forneça “a sebenta” de uma determinada disciplina para que na redacção da dissertação possa centrar-se nas coisas essenciais e não se perca com as acessórias. Pois… Eu também gostava que alguém me dissesse exactamente o que tenho de ler para o meu Doutoramento. É que seleccionar o que é realmente importante em várias centenas de referências bibliográficas dá uma trabalheira danada. Já agora, se alguém lesse tudo e me desse uma versão mastigada, prontinha a pôr na minha tese, isso é que era!

Como é que esta gente tem tamanha lata? Será que ninguém explicou à criatura que fazer um trabalho académico, seja ele de que natureza for, é uma coisa trabalhosa?


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boas férias

Oficialmente as férias só começam amanhã, mas já sinto o “espírito da coisa”. Parto com a notícia de que, apesar de alguns percalços, os alunos de uma dada disciplina fazem um balanço global positivo, o que é muito gratificante. Dediquei muita energia em tornar algo que eles viam como irrelevante, e descabido no seu plano curricular, numa mais-valia para o seu futuro escolar e profissional.

Das férias tenho grandes expectativas, mas vou com algum nervoso. Estive muito hesitante se devia ir ou não, mas há oportunidades que dificilmente voltam a acontecer. Quando voltar vai ser de doidos, mas para já quero aproveitar o máximo todos o momentos. Amanhã, por esta hora, e se tudo correr bem, estarei a chegar à “cidade maravilhosa”, o início de uma aventura que espero muito boa.