Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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dias no Texas – The end

Mesmo sendo a segunda vez que vim a Austin, e tendo estado aqui 20 dias, muita coisa ficou por ver e fazer. O regresso a casa é forçado e com pouca vontade, principalmente porque o D. fica por mais 2 semanas. E se não fosse uma tarefa que ficou a meio antes das férias é quase certo que teria mudado o voo para passar aqui o fim-de-semana. Mais do que as muitas fotos, levo comigo as memórias da hospitalidade texana e dos dias preenchidos com muita cumplicidade e carinho (e um ou outro arrufo, que também faz parte). Não sei se terei oportunidade de voltar, mas também não é isso me preocupa. Afinal, ainda há muito mundo para ver. Quanto a férias… por este ano é tudo. Para o ano há mais.


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dias no Texas – on the road

Nas estradas americanas* não abundam placas que nos indiquem a direcção de um lugar e por vezes aparecem muito em cima do acontecimento. Assim, tudo gira em torno do número das estradas, que podem, em alguns sítios ter mais de uma designação. E nas cidades não é melhor. Em Austin, por exemplo, a única coisa que aparece sinalizada em vários pontos da cidade é a direcção do aeroporto. Até mesmo o Capitólio, sede do governo Texano, ou a Universidade, cujo campus é um dos maiores dos EUA, quase não têm placas a indicar onde ficam. Outra coisa a registar é que cada vez que mudamos de estado a indicação de milhas e o número das saídas nas auto-estradas é reiniciado e os limites de velocidade, e até mesmo algumas regras de condução, podem também variar. Mas acho que nada é tão estranho como o tamanho dos carros, carrinhas, camiões e outras “criaturas” circulantes.

*ou pelo menos no pouco que conheço, que embora sendo alguns milhares de km não são nada para o tamanho do país.


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dias no Texas – BBQ

Texas barbeque (BBQ) é mais do que uma simples carne grelhada e pode ser preparado de muitas maneiras. Uma delas implica um longo processo de mais de 12 horas (sim, está correcto, 12 horas, não me enganei), sendo as primeiras destinadas a que a carne absorva o sabor do fumo da madeira, o que lhe dá um sabor particular. O resultado é uma carne muito macia que se solta do osso e se desfaz na boca. (Menos bom é o molho de tomate que usam para marinar a carne ou que põem a meio da cozedura, mas esta gente pura e simplesmente não sabe não usar molhos, sejam lá onde que for. Até os legumes congelados destinados a serem cozidos a vapor trazem molho.)

Por todo o lado há restaurantes que anunciam servirem o melhor BBQ. Se o Ruby’s é o melhor ou não, não sei, mas que o sítio merece uma visita, disso não tenho dúvidas. E diga-se que das vezes que lá fui o comer estava saboroso e não me aconteceu nada de mal.