Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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sons que me embalam #22

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da insatisfação e expectativas goradas

(…) iramo-nos com aqueles que nos são mais queridos porque nos deram menos do que esperávamos ou menos do que os outros obtiveram; para qualquer um dos casos, há um remédio. Ele deu mais a outro homem: contentemo-nos com a nossa parte, sem fazermos comparações: nunca será feliz aquele que atormenta quem é mais feliz que ele. Recebi menos do que esperava: talvez esperasse mais do que me era devido.

Séneca, in “Da ira”

(Em quatro anos já devia ter aprendido que, para ele, o que não está na agenda electrónica não existe.)


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as patalogias de um doutorando

Da mudança de casa (há pouco mais de 2 anos) resultaram uma série de caixas cheias de papéis que, à época, aterraram no escritório e nunca foram mexidas. Hoje, enquanto tentava por um bocado de ordem na tralha, resolvi abrir uma delas. Em vez de ver as coisas por atacado fui escrutinado detalhadamente folha a folha, questionando-me a cada uma se mais tarde não irei precisar dela. Ora, como vi que a coisa iria demorar demasiado tempo, e no final ainda ficaria com muito por arrumar, acabei por abandonar a ideia. (Antes disso ainda deitei fora os papéis de dois arquivadores e cheguei a meio da dita caixa.)
Logo a seguir olhei para a confusão em cima da secretária (que últimos tempos tem servido mais para despejo do que para trabalho) e fiquei a pensar se o problema é trabalhar com demasiados papéis ou se não estarei a acumular coisas que não servem para nada. E vieram-me à ideia as imagens de um programa que um destes dias vi num canal de cabo, que tenta ajudar pessoas com disposofobia.  Por agora, diga-se em meu favor que se circula por toda a casa sem problemas, que o quarto, a casa de banho e a cozinha continuam perfeitamente funcionais. Mas nunca se sabe. Como me disseram um destes dias, um doutoramento tem associados comportamentos perigosos.