Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)

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A primeira vez que a vi foi na maternidade. Não me lembro propriamente dela, mas tenho uma ideia difusa da mãe, num quarto não muito grande um pouco apinhado de gente. Já em casa recordo-me de a disputarmos na muda da fralda e, principalmente, no momento de por pó de talco. Depois foi crescendo. Tinha 3chupetas que adorava por na boca de uma só vez e quando lhe nasceram os primeiros dentes não parava de morder a toda a gente. Nunca gatinhou, mas corria tudo sentada com um pé debaixo do rabo e usando o outro para avançar ou recuar. No dia em que começou a andar correu até cair de cansaço. Até à adolescência foi uma espécie de brinquedo, especialmente no Carnaval, em que a vestíamos com fatos inventados na hora (e cada um mais estranho que o outro). Depois veio a adolescência, o “afastamento” e as brigas, especialmente complicadas quando se tratava de a ajudar em alguma tarefa escolar. Quando passei a ter autorização para sair à noite (bem tarde para os padrões de hoje) passou a ir connosco para todo o lado. Entretanto cresceu, tornou-se uma mulher independente e determinada e uma mãe dedicada. Hoje a minha irmã mais nova fez 35 anos.

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