Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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ler-me a alma

É o que o D. faz. Olha para mim fixamente e conforme passo a mão pelo cabelo, esfrego o olho ou faço um qualquer outro gesto de que nem me dou conta, assim vê o meu estado de espírito. Nunca pensei que alguém me pudesse ler desta maneira, o que, por vezes, chega a ser desconcertante. Ainda há pouco me disse qualquer coisa e eu olhei-o nos olhos e sorri. Logo de seguida comentou “Pensaste numa coisa triste, negativa. É que franziste o lábio aí do lado esquerdo”. E ele estava tão certo, que nada pude dizer.

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wtf?!

Logo de manhã, ainda meio a dormir, abro o mail e o que vejo? Um pedido de amizade no Facebook enviado por um ex-namorado. Uma criatura amorosa que quando acabámos disse várias coisas “muito simpáticas” sobre a minha pessoa, deixou de me falar e passou a virar a cara para o lado quando se cruzava comigo. Agora, 18 anos depois, quer voltar a ser meu amigo?? Assim, sem mais nem menos?!?


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o agridoce da vida

6 anos não estava a morar em Coimbra. Aliás, não me sentia a morar em lugar algum. Na mala do carro tinha sempre uma caixa com os livros e os papéis que achava mais importantes para trabalhar e dividia-me entre a casa da aldeia e um quarto alugado perto do trabalho. Mas passava mais tempo na estrada do que outra coisa. Conduzia alucinada de um lado para o outro na esperança de haver um lugar onde me sentisse bem e em paz comigo própria. Tudo o que consegui foram 11000 km em 4 meses. A paz ficou cada vez mais longe e eu própria também.