Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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das vidas que se (não) cruzam

Duas pessoas encontram-se e decidem dar-se uma oportunidade. Caminhar lado a lado, de mãos dadas, apoiando-se mutuamente. Sabem que não será fácil e que a paciência, a compreensão e a perseverança vão ter de estar sempre presentes. Ainda assim decidem avançar, confiantes de que, apesar das dificuldades, o tempo jogará a seu favor. No entanto, é essencial trazerem para o presente uma parte dos seus passados. E se há passados que se encaixam perfeitamente, outros recusam-no de forma peremptória, caprichosa e egoísta. Mas a verdade é que não se trata simplesmente de passado. É passado, presente e futuro. Um compromisso para a vida, do qual é impensável abrir mão. E é assim a jornada se faz. Com duas vidas tão próximas que quase se fundem, acompanhadas de perto por umas quantas que as apoiam e com elas celebram o presente. Ao lado, mantendo a distância, outras duas teimam em não se cruzar, não admitindo sequer qualquer aproximação e reagindo a essa hipótese como se fosse a pior coisa do mundo. Difícil caminhada esta…


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fu-ri-o-sa

Uma pessoa faz o seu melhor – o pino, flic-flacs à frente e à retaguarda, mortais estendidos e outros mil malabarismos para agradar-, dedica horas e horas para além do que lhe é exigido a tentar motivar alguém para aprender algo (e que essa aprendizagem realmente ocorra), para depois uns parvalhões de uns putos, caprichosos e a raiar o mal educado, dizerem que não estamos disponível quando eles querem! (?!?!) Haja pachorra! O pior é que a conversa deles, que ninguém investiga até às últimas consequências, é tão tida em consideração que se fica imediatamente com o rótulo de indisponível e outros bem piores.

Desta vez não foi comigo, mas estou na mesma furiosa. É profundamente injusto e está a tornar-se recorrente à minha volta. Estamos a alimentar um monstrinho, mas os responsáveis não querem ver.


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auto-censura

Sinto-me particularmente irritada quando tenho de lidar com pessoas que escondem o jogo. Que não dizem exactamente quais são os seus objectivos. Que afirmam que têm que pensar sobre o assunto quando já têm bem claro nas suas cabeças qual é o caminho que pretendem seguir. Mas fico bem mais irritada por me estar a irritar com o caso! É que nada disto devia ser novidade. Há meses que esta conversa dura e eu, em vez de a ignorar e usar a mesma estratégia, continuo atrás da pessoa à espera de compreender exactamente qual é a sua posição nesta história. Estúpida, é o que sou. Estúpida e crente, pois já devia ter aprendido que cada um trata da sua vidinha e está-se nas tintas para o vizinho. Mas não. Prefiro continuar a não querer acreditar que as pessoas mudam assim tanto. Burra! Três vezes burra!!