Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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isto de aturar os filhos dos outros

… tem muito que se lhe diga.

Na 2.ª feira recebi um e-mail de uma aluna a pedir uma reunião comigo com carácter de urgência, para, segundo palavras da mesma, “tratar de um assunto delicado” que tinha a ver com um trabalho de grupo do qual sou a orientadora.

Antecipando a dimensão do problema e das injustiças que a moça estaria a sofrer, respondi-lhe dizendo que fosse ter comigo na 4.ª feira (hoje, portanto).

À hora marcada lá estava ela , muito abalada e ofendida com o comportamento dos colegas que “não podia deixar passar em claro” e do qual “eu tinha de tomar conhecimento”.

E de facto a coisa era de uma gravidade… Durante o fim-de-semana os colegas resolveram não responder a uma parte dos SMSs que lhes enviou [e que pelo que entendi devem ter sido uns 3 ou 4] e acabar o relatório que tinham de entregar no dia 28, sem esperarem que a menina regressasse de onde quer que tivesse ido, nem lhe atribuindo nenhuma tarefa final.

O quê?!? Os colegas resolveram ignorá-la [e pelos vistos mandá-la à fava]  eu tenho que tomar conhecimento disso?!? Sim, porque o que ela foi ali fazer foi apenas dar-me conhecimento de toda a situação e sem objectivo de fazer queixa de alguém.

Bem… Ia-me dando uma coisinha má e quase que a mandei para outro lado. Será que esta gente pensa que eu não tenho mais nada que fazer do que aturar as suas criancices?

Já agora, só mais um detalhe. Os alunos em causa são finalistas de Licenciatura é o trabalho é o seu projecto de fim de Curso.

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