Dos meus dias

Viver consiste em construir recordações futuras. (Ernesto Sábato)


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imagens do Domingo

Sol radioso, mar tranquilo e brilhante, praia deserta. Rostos simpáticos, olhos escuros e profundos, conversa tranquila. Ruas cheias de gente que veio em busca do sol e foge do vento. O sorriso que me enche de ternura e os olhos que de tão brilhantes passam de castanhos a verdes.

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dos meus prazeres e caprichos

Quando era miúda existiam na Baixa de Coimbra, não muito distantes uma da outra, duas livrarias que faziam as minhas delícias: a Atlântida e a Nova Almedina.

A primeira, há muito desaparecida (algures na década de 1980 deu lugar a uma loja de uma conhecida marca de roupa estrangeira e mais recentemente a uma loja chinesa), tinha, para além dos óbvios livros, uma secção de fotografia que fazia a minhas delícias – máquinas, filtros, objectivas, etc., que olhava demoradamente e tentava perceber para que serviriam, e várias fotografias expostas que estavam sempre a mudar por pertencerem, muitas delas, a clientes, e que me maravilhavam. De vez em quando tenho a sensação que por lá também existiriam discos, mas não tenho a certeza. As memórias são difusas, mas volta a meia imagino caixas cheias de LPs por baixo do arco de pedra que dividia a área principal da loja. (Já tentei esclarecer isso com os meus pais, mas, infelizmente, nenhum deles se lembra.)

Onde não tenho dúvidas dos discos se misturem com os livros e posters com imagens de fotógrafos famosos era na Nova Almedina. Era sempre uma chatice para me tirarem de lá, porque havia sempre uma foto nova, um disco que não conhecia ou um livro que queria folhear. Actualmente a Nova Almedina continua a existir, mas o espaço de que falo está fechado há anos e a livraria e a discoteca são lojas diferentes.

Mas a que propósito vem tudo isto?

Quando comecei a falar em mudar-me disseram várias vezes: “Olha que em Aveiro não há FNAC”, o que me fez pensar de onde viria o meu fascínio por tal lugar onde ia muitas vezes (quase todas as semanas, desde que abriu) só para espreitar os livros, os discos, os equipamentos fotográficos e de som e acrescentar mais uns itens à minha lista dos pequenos (às vezes não tão pequenos quanto isso…) caprichos/prazeres a satisfazer.

Hoje fui Coimbra e tive oportunidade de visitar demoradamente a FNAC. O resultado? Bem, o resultado é o que se pode ver.